quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PRA ONDE IREMOS

Nossa existência é transitória e respeita a brevidade dos dias, não nos deixando enganar, se transforma como às nuvens a cada instante.
Quando observamos à imanente transcendentalidade somos logo arrebatados por dentro. Observamos a intensa clareza imbuída na necessidade de se viver ainda mais! Uma profunda notoriedade engrandece o nosso ser, num convite extremado que gravita rumo à imortalidade.
Nascimento e morte do ser, movimentos que confundem as regras, danças que sacodem as cores que nunca foram sequer percebidas, exceto pelos que amam a brevidade de seus dias. Assim se compõe o que concebe a harmonia e o que traduz a linguagem de uma vida.
Uma vida é como o brilho de um relâmpago no céu. Levada por torrentes montanhosas de alto a abaixo se recompondo a cada momento pelo simples desejo de brilhar mais uma vez, ainda que seja um simples brilho, por um breve momento. Isto tudo me faz acreditar que além do horizonte alcançado por nossos olhos deve haver algum lugar bonito, para vivermos em paz. Um lugar onde seremos capazes de encontrar a suavidade natural do Divino Amor. Alegria, felicidade e plenitude manifestará com tamanha pujança a certeza do sonhar. Lá neste lugar o amanhecer deve ser lindo, as flores devem festejar mais um dia que se vem encontrar. Quero amanhecer deitado no campo, na relva escutando o canto dos pássaros, e bronzear todo o meu corpo, sem censuras, pois lá, a liberdade é realmente livre e a vida sem frescuras.



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

AS ÚLTIMAS HORAS QUE ANTECEDERAM A CRUCIFICAÇÃO

AS ÚLTIMAS HORAS QUE ANTECEDERAM A CRUCIFICAÇÃO


INTRODUÇÃO

Voltar a dois mil anos atrás, não é algo fácil, mas graças aos achados arqueológicos, textos e artefatos, faremos algumas observações, dos acontecimentos que remontam as possibilidades históricas que esclarecem as horas que antecederam a crucificação do maior personagem histórico. O Homem de todos os tempos, rejeitado por alguns e admirado por muitos, eyswm .
Trataremos cuidadosamente das horas que antecederam a crucificação. Delimitaremos o campo de abordagem partindo dos evangelhos sinópticos e visualizando as passagens que norteiam o processo. Fundamentaremos o sentido original dos textos escritos para não correr o risco de cometer ambigüidades.
Buscaremos valorizar a coerência interpretativa dos termos encontrados no hebraico e no grego que construíram rigorosamente o cenário da crucificação.
As afirmativas serão alinhadas a uma linguagem poética, resplandecendo as perspectivas históricas. Uma linguagem submetida à resignação do antigo testamento que servira de estimulo para a fixação prazerosa que intensifica esta brilhante história.

SOLIDÃO POR AMOR

Há dois mil anos atrás, em uma noite gélida, no Monte das Oliveiras, havia um Homem com rosto em terra; crescido como “um Broto Tenro, Raiz saída de uma terra seca. Não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para ser desejado”(Is 53:2), mas era conhecido pelos seus feitos, Homem caridoso e amoroso, orava ao Deus criador dos céus e da terra. Aquela noite daria inicio as profundas mazelas que o envolveriam, os ventos e as neblinas não puderam conter as intensas gotas de suor misturadas com sangue que umedeciam o chão daquele lugar. Seus discípulos tão próximos, o acompanhavam, mas tornaram-se insensíveis à tamanha desolação sentida pelo Mestre, trocaram um ato consolador por um breve momento de repouso . Ali estava a Oferta necessária, na auto-rendição à soberana vontade de Myhla*, tomando sobre si a culpa de toda humanidade (Is 53:5) permitindo-se voluntariamente ser aprisionado (Mt 26:50b-56). Ele renunciou um auto posto, esvaziando-se de si mesmo (Fl 2:6-8), foi encontrado na forma da mais inocente Ovelha, pronta para ir ao matadouro. Sem nenhuma acusação sustentável (Lc 23:13-16; Mt. 26:59-60), foi preso, e apresentado as autoridades, sofrendo assim os primeiros traumas físicos e psicológicos(Mt.26:67-68). Soldados do palácio reuniram-se para o sádico momento, de humilhação e escárnio. Cuspiam e esbofeteavam a face daquele justo Homem (Mc.15:16-20).
Na manhã seguinte (Mc.15:25), surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, foi levado a Jerusalém para ser chicoteado, sendo duramente açoitado, tendo o Corpo totalmente dilacerado (Is 53:5), seu Sangue escorria por toda parte; Os soldados romanos vêm uma grande piada naquele Judeu, que auto denominava-se, “Rei”. Resolveram colocar um manto sobre o seu ombro e colocaram pedaço de madeira em suas mãos, representando um cetro; eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena, um pequeno galho flexível recoberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça, proporcionando-lhe uma terrível dor; os soldados, cansados do sádico momento, retiram-lhe o manto das costas, promovendo-lhe ainda mais sofrimento.
Rejeitado pelos homens, dores o experimentavam em meio a tanto sofrimento de acordo com Isaias (53:3-4),

Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado e cuspido por muitos; mesmo assim ele tomou sobre si as enfermidades e levou as doenças e condenações da humanidade, contudo o consideraram, castigado, atingido e afligido por Deus.
Sentenciado à crucificação inicia-se a mais horrenda procissão. Uma pesada cruz é amarrada sobre seus ombros, dois ladrões o acompanhavam na vagarosa e penosa jornada até o Gólgota (Lc 23:32), Ele não suporta o peso da madeira devido aos choques produzido pela tortura e a grande perda de sangue, tropeça e cai; lascas da madeira entram em sua pele, pequenas pedras e areia, penetram em suas feridas expostas, tenta levantar-se, mas os músculos já não respondem. O centurião, ansioso para a crucificação, escolhe um homem para ajuda-lo a carregar sua Cruz (Lc 23:26); então Ele segue, ainda sangrando, suando frio, a cruel jornada. Chegando ao lugar da Caveira, lhe oferecem uma bebida para aliviar a dor da crucificação, mas Ele recusa-se a beber (Mc 15:23). Começa a crucificação, do Gólgota ouviam-se os gritos agonizantes de um Justo Homem; Os pássaros se calam, o sol já não brilha (Lc 23:45), a terra se retrai, o céu esconde o seu azul (Mc 15:33) e uma Lágrima Justa é derramada, um som se ouve em toda terra: então Ele brada, “ytewsym qwxr yntbze hml yla yla” (Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Por que estás tão longe de salvar-me, tão longe dos meus gritos de angústia? Meu Deus!)” Mateus (27:46).
Um clamor sem resposta, alívio não recebido. Num madeiro estava o motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo, caçoavam dele todos os que o viam, balançando a cabeça, lançavam-lhe insultos, dizendo: "Recorra ao SENHOR! Que o SENHOR o liberte! Que ele o livre, já que lhe quer bem!" Sl.22:8 Um dos que estavam sendo crucificados revolta-se reconhecendo que aquele Homem nada havia feito para tal condenação, em seguida um pedido é feito ao Mestre , instantaneamente é respondido.
Mas uma vez, ele olha para o céu, e é tomado por uma profunda angústia, não há ninguém para socorrer-lhe; vejamos a discrição profética do texto: Salmo (22:12,21),

Muitos touros o cercavam, como leão voraz rugindo, escancaravam a boca contra Ele. Como água se derramava todos os Seus Ossos totalmente desconjuntados. Seu coração tornou-se como cera; derreteu-se no íntimo. Seu vigor secou-se como um caco de barro, a língua d´Ele grudava no céu da boca, deixando-lhe no pó, à beira da morte. Cães o rodearam! Um bando de homens maus o cercava! Com as mãos e os pés perfurados. Passou a contar todos os seus ossos, mas eles o encaram com desprezo. Dividiram as suas roupas entre si, lançaram sortes sobre elas. O Homem dizia em seu intimo: “ Tu, porém, SENHOR, não fiques distante! Ó minha força, vem logo em meu socorro! Livra-me da espada, livra a minha vida do ataque dos cães. Salva-me da boca dos leões, e dos chifres dos bois selvagens.

Seu Corpo chega ao extremo do que humanamente suportaríamos, e Ele pode sentir o calafrio da morte passando, este acontecimento faz com que ele balbucie suas últimas palavras, provavelmente um pouco mais que um suspiro de tortura: “ESTÁ CONSUMADO”
Sua missão de sacrifício está completa, finalmente, permite o falecimento de Seu Corpo, numa última força, onde mais uma vez pressiona o Seu peso contra seus pés, estica as pernas e tomando profundo fôlego brada, em auto e bom som, seu último clamor “PAI, EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO (Lc. 23 : 46). Tendo entregue, o Espírito, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo, a terra tremeu, e as rochas se partiram, os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que já haviam morrido foram ressuscitados .
O pronunciamento das freqüentes mensagens proféticas são testemunhadas naquele triste e amargurante dia, como descreve Isaias (53:4,12),

Ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. Com julgamento opressivo ele foi levado. E quem pode falar dos seus descendentes? Pois ele foi eliminado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado. Foi-lhe dado um túmulo com os ímpios, e com os ricos em sua morte, embora não tivesse cometido nenhuma violência nem houvesse nenhuma mentira em sua boca. Contudo, foi da vontade do SENHOR esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o SENHOR tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do SENHOR prosperará em sua mão. Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e levará a iniqüidade deles. Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes, e ele dividirá os despojos com os fortes, porquanto ele derramou sua vida até a morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele levou o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu.





A SENTENÇA DE CRISTO :


No ano dezenove de TIBÉRIO CÉSAR, Imperador Romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Elíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente, na baixa Galiléia, HERODES ANTIPRAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém; QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente – EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe – CRISTO NAZARENO – e Galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica – contrário ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano. Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI, Pêlos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pêlos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO.


Conclusão

A glória dos mortais num só dia cresce, mas basta um só dia, contrário e funesto para que o destino, impiedoso, num gesto, a lance por terra.
Jesus de Nazaré diferente de todos os mortais, ressurgiu dos mortos ao terceiro dia, às Escrituras transmitem esta verdade como uma realidade vivida e visível, a humanidade foi marcada e essa história jamais será esquecida.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ambição

A situação no Haiti é resultado da clara e enfadonha ambição humana. Uma ambição capaz de conduzir Cristóvão Colombo e sua tripulação por mares tenebrosos, numa tão precária embarcação no ano de 1492, contudo esta ambição promoveu no fim do séc.XVI, a extinção de quase toda a população nativa que fora escravizada até morte pelos conquistadores. A partir do séc. XVIII, o processo de exploração foi intensificando-se ainda mais ao ponto de se tornar a região mais próspera da colônia francesa na América, graças à exportação de açúcar,cacau e café. Mas, a história não para por ai, depois de 1804, para impossibilitar a libertação da colônia, os escravistas europeus e estadunidenses mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos e como se não bastasse o Haiti profundamente fragilizado ainda era consumido ao atender os interesses das elites locais. Hoje, as horrendas imagens distribuídas pela mídia nos revela que como bem falou Deepak Chopra em sua celebre frase; “Existem riquezas suficientes sobre a terra para que todos os seres humanos vivam dignamente, mas não existem riquezas suficientes para alimentar a ambição de um único homem.”Como se percebe a real situação do Haiti é catastrófica, a população está cada vez mais envolvidos na miséria, há falta de tudo, a água e a comida acaba sendo um bem alienável e os corpos começaram a se decompor um cheiro de morte e de uma indescritível degradação se apodera das pessoas segundo relatos. A macabra descrição da situação gerada por este terremoto que devastou a capital haitiana, cristaliza num quadro de horror a condição humana segundo relatório atualizado, o CICV que relatou que a situação sanitária nos improvisados acampamentos de desabrigados continuam a assustar por aumentar o risco de surto de doenças pela falta de condições de higiene e saneamento.

Meu desejo, neste dia é que todos nós possamos estar sensíveis a tudo isso e que os nossos corações não se tornem tão frívolos e congelados, olhando isso tudo como mais uma estatística das inúmeras catástrofes naturais. Desejo que o nosso batimento cardíaco seja aquecido ao contemplar as misérias de nosso tempo e que sejamos convencidos a ter uma práxis de vida que tenha muita haver com a preservação de todos. Oro nesta tarde com a minha família eu a Gisele e a Manuzinha, na expectativa de ser ouvidos por Deus por que nossos corações não são mais um assombro fisiológico, nem tão pouco um mero órgão, pois em nossos corações habita a Fé, e a esperança, de saber que em breve todo este sofrimento será de uma vez por todas banido de nossa realidade. Por isso, observamos com os olhos d'alma, o que não se vê por este pobre corpo. Vemos de longe a restauração de um mundo novo e de pessoas novas para viverem em harmonia relacionando tudo na preservação da vida.