segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MUDANÇA DE PLANOS

Mudança de Planos

Existem sempre em nossos caminhos pessoas prontas para nos ferir, para nos impedir de contemplar a vida e toda a sua singeleza. É estranho imaginarmos que a obstinação de algumas pessoas tornam a vida de muitos extremamente dissaborosa, por hora fazem com que nossos planos não dêem certo, por isso, geralmente pensamos que se não fossem estas pessoas a nossa vida seria muito mais fácil.

Contudo, se não fossem os outros, também não teríamos em quem confiar, não poderíamos compartilhar nossas vitórias e nos faltaria um ombro amigo para buscar apoio e conselhos nas horas de nossos enfrentamentos. Sem os outros que tornam a nossa vida um inferno, não teríamos nenhum motivo para trabalhar em nossa personalidade. Como disse o filósofo Jean-Paul Charles Aymard Sartre, “o inferno são os outros”, no entanto vejo no outro que me feri o extraordinário caminho que só pode ser trilhado por quem aprende na humilhação.

Não condicione o seu inferno ou paraíso aos outros, aprenda a olhar o que esta depois da tempestade, aprenda a sentir o que esta depois das pétalas das flores. Assuma os riscos por construir relacionamentos próprios e impróprios. Faça isso desenvolvendo a sua inteligência emocional, a sensibilidade, a esperança e sobre tudo o amor aos que te ferem. Aprimore a sua autoconsciência, melhorando a percepção em relação aos sentimentos de dor para compreender o que acontece em sua vida em detrimento do que ela significa. Não seja você o inferno das pessoas, seja apenas um paraíso para os aflitos. Aprenda a administrar relacionamentos, assim ampliará a capacidade de relacionar-se consigo e com os outros.

Viva o dia de hoje como se fosse o último de sua vida, de a este toda a intensidade. Saiba que só existe "amanhã" nos calendários dos tolos. Esqueça as derrotas de ontem e ignore os problemas de amanhã por que não sabemos se ele haverá de existir.

Vagner Fontes 18/12/2010 às 9:00

INDIGNAÇÃO

Hoje acordei muito indignado

O que é direito?

O termo direito provém da palavra latina directum, que significa reto, no sentido retidão, o certo, o correto, o mais adequado. A definição nominal etimológica de Direito é “qualidade daquilo que é regra”. Da antiguidade chega a famosa e sintética definição de Celso: “Direito é a arte do bom e do eqüitativo”. Na Idade Média se tem a definição concebida por Dante Alighieri: “Direito é a proporção real e pessoal de homem para homem que, conservada, conserva a sociedade e que, destruída, a destrói”. Numa perspectiva de Kant: ”Direito é o conjunto de condições, segundo as quais, o arbítrio de cada um pode coexistir com o arbítrio dos outros de acordo com uma lei geral de liberdade”.

Diante dessas linhas de compreensão, o direito seria conceitualmente o que é mais adequado para o indivíduo tendo presente que, vivendo em sociedade, tal direito deveria compreender fundamentalmente o interesse da coletividade imbuída de equidade. Sendo assim surgiria uma grande diminuição dos entraves gerados por aqueles que de maneira irresponsável conduzisse alguém ao ou erro.

No entanto aqui estou muito mais interessado em verbalizar minha indignação, do que produzir formas de conceituações do nosso direito. Pensando bem devo me ater a sugestiva pergunta que fiz logo acima, mas também intencionado a ensinar a minha própria mente, ainda que esta esteja tão somente indignada.

Meus amigos, não existe nenhum direito que adaptem às novas realidades geográficas, religiosas, humanísticas e históricas, sem levar em conta a justiça e a equidade, pois a negação das duas interferiria na plena adequação do direito a ser aplicado na vida das pessoas. Mas o que se percebe em nosso momento é uma inconseqüente violação a toda e qualquer possibilidade de tornar o direito entendido, seja por nosso enraizamento deturpado, ou por nossa habitual maldade. É certo não prescindirmos da informalidade para se convencer dos padrões, contudo serve de indicador tais tentativas, que tocam em nossa sensibilidade objetivando os absurdos.

No certo e no errado se enxerga o abismo e isso sim alegra a minha mente nesta manhã, talvez agora esteja compreendendo um pouco mais o que antes só era indignação.

Ainda assim estou indignado, por ser ferido por alguém motivado por uma incontrolável vontade individual embebedada pelo mau, fortalecida aparentemente por aqueles que se deixam enganar, ventilando intrigas, inibindo o certo e transtornado o que existe para o direito.

Mas o que o direito para quem sente prazer na injustiça?