sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
LÁGRIMAS
“QUEM SEMEIA ENTRE LÁGRIMAS COLHERÁ COM ALEGRIA“
Estas palavras extraem os momentos de intensa contemplação e embates que passamos a intensificar ao longo de nossas vidas com nossas famílias.
Quem por alguns momentos, ou na maior parte deles não pensou que sua trajetória terminaria num trágico e vergonhoso desencontro; a verdade é que sempre estamos embebedados no cálice das incertezas e inseguranças, esquecemos que nossa tão única trajetória enaltece a intervenção decisiva e poderosa de Deus, que provoca liberdade e nos tira do exílio das incertas e profanas condições.
Criadas por nós ou geradas pela vida, as tragédias de quem ainda se encontra na Babilônia são notórias, no entanto nossa pouca força deseja continuar a acreditar que um dia haverá uma gloriosa intervenção divina, se reverberando em nosso país no alcance de nossa sociedade transformando as nossas famílias.
Convido o você leitor ainda em sua pouca força, a acreditar na vida e nas reações da esperança, não duvide que sua história e de sua família pode ser contada e conhecida pela liberdade de uma nova vida, por tanto toda vez que você se perceber abatido, desencorajado, ameaçado, esquecido, abandonado e afligido por circunstâncias adversas, lembre-se que: “QUEM SEMEIA ENTRE LÁGRIMAS COLHERÁ COM ALEGRIA“.
Este texto é a história de cada um de nós, resumida numa imagem muito expressiva: por um lado, a incerteza, a expectativa dos que semeiam numa terra que nem sabem se gerará frutos e se realmente estes frutos alimentará os seus filhos e conservará a vida de sua família e ainda se, (vai fazer tempo bom, e se a semente vai de fato geminar); por outro lado há uma irradiante alegria na esperança pela colheita dos frutos almejados.
Estas imagens estão presentes em praticamente tudo em nossas vidas, elas nos ligam a realidade e nos amedrontam, porque imagens fazem parte do passado e revelam os erros que cometemos, esclarecendo o presente, descrevendo o futuro.
Convido-vos a semear sua família com lágrimas e acreditar em sua extrema importância, pois desde quando nascemos ela lá estava ao nosso lado, nos amparando, auxiliando em cada fase de nossas vidas; com a família poderemos enfrentar as dificuldades de nossas vidas.
É na família que conhecemos e compartilhamos o amor necessário, pois o amor é o combustível essencial para que a esperança prevaleça.
Dificilmente as atuais famílias de nossa sociedade conseguem exercer o papel exemplar de ser o “abrigo no deserto”, isso ocorre devido à vida tumultuada, e com toda esta agitação, os pais não têm tempo de dedicar a atenção necessária aos filhos, esta geração têm todos os recursos financeiros necessários, mas o amor fica cada vez mais restrito e com tal escassez de atenção os filhos de muitas famílias acabam ficando desamparados de carinho, de sorriso e afeto, o que talvez acabe gerando uma enorme frustração e com tal frustração ocasionada vemos a morte na negação da vida.
Termino esta reflexão com o seguinte apelo: “a noite chegou, o trabalho foi cumprido, é hora de voltar para casa, mas leve a alegria, e celebre a harmonia, beije os seus filhos, beije o marido, beije a esposa, beije a mãe, os avós, pois doce é o seu lar e ninguém poderá tirar a satisfação de seus filhos e o amor de sua família se você semear lágrimas de amor, companheirismo, abnegação, dedicação... CELEBRE A VIDA”
quarta-feira, 13 de abril de 2011
DOMINAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
Nos emergimos no mundo da práxis dos movimentos amparados, suplantando a inexorável elaboração num processo hora alinhado, hora desajustado. O que se sabe neste emaranhado é que somos seres para uns e para outros. Isoladamente cada qual perde a plena significação sendo esta própria a conexão vital de nossa humanização, assim como o órgão sem o organismo em que vincula o seu funcionamento, o homem sem a sociedade não pode manter-se no estagio de humanização chegando na escala de um simples animal.
Nesta perspectiva existem os signos representados nas ideologias designando conjuntos organizados em padrões de conformidade para dar sentido e origem ao funcionamento estrutural condicionando os grupos. Toda via o conjunto destes padrões bem como vem se destacando deformam a possibilidade do raciocínio livre e transformador, métodos estes intencionalmente distorcidos ao sabor de varias mazelas sociais. Por outras palavras a imagem mental ventilada em nós não corresponde à realidade das coisas.
Sei que alguns não irão me compreender talvez seja muito melhor, ante ao forte sentimento de angustia e frustração. Entendo que realmente não é agradável saber que andamos no mundo das ilusões. Alias é isso mesmo que ocorre: ninguém ou quase ninguém raciocina com absoluta perfeição temos sempre uma boa margem de deformação que nunca escapa a nossa vida.
Afirmo com isso e declaro a dominação dirigida pelos donos do poder, que criam para nós esta tão elaborada incubadora, assessorada por formas e padrões estruturados por outros, mas mantidos por nossas próprias manutenções. Neste ponto é que surge a matriz da sutileza possível de reunir a todos nós, seja na crença, política, economia ou na religião, todas materializadas nas instituições. O que temos em nossas praticas são movimentos pré – fabricados, que garantem o contágio de nossa própria formação. Em todos os meios sociais o avantajado corpo ideológico das formas pré – fabricadas naturalmente toma força, vigorando de maneira cada vez mais intensa a deformação inconsciente da realidade. Nossa neutralidade frente a ideologia de dominação é sobre maneira assustadora, não vemos os subterrâneos de nossa irreflexão por isso se traduz uma certeza que chamamos de realidade. Assim raciocinamos a partir da neutralidade nos constituímos.
Entendo que só podemos superar a deformação ao passo que nos lançarmos na busca da total desideologização e este é o meu apelo nesta manhã a todos que entendem o meu desabafo.
Vagner Fontes
21 de dezembro 2010
Epistemologia e Lógica da Práxis
Não podemos negar a existência de uma relação indissolúvel entre o nosso comportamento e o que de fato carregamos como crença e valor. Sabemos, entretanto no que cremos ou pelo menos imaginamos; sobre tal as decisões tornam-se supostamente mais fáceis ante o nosso imaginário. Contudo, uma das questões difíceis de se responder é: no que realmente cremos ? A resposta poderá nos revelar uma série de pressupostos sejam eles simplistas ou complexos-conceitos implícitos por hora em nossas falas, por muito em nossas ações. Talvez jamais tenhamos clareza a cerca deles, mas são eles que constroem nossa visão de mundo ou pelo menos de forma teórica, manifestando assim o mundo das práticas.
É possível que sem percebermos o nosso pensamento revele uma série de ações inconsistentes, excludentes e absurdas. O fato é que nossos conceitos, explícitos ou não terminarão por se juntar a outros e, deste modo, sem consciência e mesmo consistência, vamos aos poucos formando uma maneira de ver o mundo e também de avaliá-lo a nosso modo. De fato não aceitamos o mundo como ele é, mas criamos um mundo com a nossa aparência, pensamos profundamente no que é suficiente, perceberemos que cada proposição simples que pensamos ou cada ação que realizamos pressupõe uma série de princípios responsáveis por elaborar sistemas e subsistemas inter-relacionados pelos quais percebemos e respondemos à realidade que criamos. Essa é sobretudo, nossa cosmovisão.
Somos todos capazes de elaborar sempre que necessário uma nova percepção que determinará de forma intensa o nosso comportamento perante a sociedade, tendo implicações em todas as esferas de nossa existência.
Objetivamos revelar uma epistemologia que antecede à lógica, tendo em vista que esta, por mais coerente que pareça se partir de uma premissa equivocada embebedada de vícios da nossa sociedade de consumo nos conduzirá a conclusões plenamente distanciadas do mundo real e, portanto, a uma ética com fundamentos inconsistentes e degradadores.
Ferreira Gullar, em seu artigo, “Um bicho que se inventa”, publicado na Folha de S.Paulo, 1.1.2006, diz que toda pessoa necessita que as demais pessoas a reconheçam tal como ela acredita que é, tal como se inventa para si mesma. Isto significa que, porque somos uma invenção de nós mesmos, o reconhecimento do outro é indispensável a que esta invenção se torne verdadeira. Vejo que isso, sobretudo ocorre por que somos de fato seres sociais, vivemos juntos e construímos formas de organizações interadas aos nossos jeitos ao longo do tempo, fortificadas a partir das nossas aceitações.
É justamente na cosmovisão que percebemos as respostas dadas por nós em nossas próprias questões, principalmente às que diz respeito a vida em sua complexidade, quase todas subvertidas ao interesse das infra-estruturas, sejam elas conceituais, padronizadas ou arranjas das nossas tão diferentes crenças. Ainda que não pretendemos ser exaustivos, podemos inspirar nossos delírios e dizer que a nossa cosmovisão é constituída por um conjunto lógico do mundo real.
Que haja, no cerne desta reflexão, uma cosmovisão diferente atrelada à liberdade curada do súbito mal social excludente de padrões de controle.
Sola Gratia, Solo Christus, Sola Fide e Sola Scriptura
Fontes Vagner
31/01/2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
DESTERRADOS
Este trabalho vem aborda uma reflexão sobre o contexto histórico e social das relações que se estabelecem entre o tema ambiental. Objetivando compreensões de fatores responsáveis por significar o surgimento na novas praticas sociais abordaremos no entanto o cenário político, social e econômico de nossa época. No entanto o que se percebe é por demais revelador os formatos e contornos que vão naturalmente conformando as funções e atividades de todo um aparato social. De fato todos nós atuamos e reagimos na integração de novos padrões neste sentido revelamos ou demonstramos as forças sociais que tornam-se responsáveis por gerir posteriormente novos meios de sobrevivência. Por fim, abordar uma reflexão a respeito do início de um novo tempo é também abordar atividades de produção deste tempo.
Ao frisarmos as situações históricas de nossa época chegamos nas implicações decorrentes do exercício que deveria garantir a nossa existência e esbarramos num profundo antagonismo mundial.
1. Neste primeiro ponto, que tem como orientação o comparativo entre Brasil e Estados Unidos e a relativização dos bens e recursos naturais, faremos de forma objetiva um breve analise social.
Max Weber[i] afirmava que o melhor modo de definir o tipo de ação dos homens era definir a ação exercida por sua sociedade. Obviamente, os homens não são apenas atores sociais, mas a ação social domina grande parte do que fazemos.
Numa abordagem social e antropocêntrica conduzida por fatores históricos devemos entender que somos sujeitos de nosso tempo. Sendo no entanto em se tratando do Brasil, conduzidos por choques e entrechoque dos países consideravelmente desenvolvidos, que empoem algumas características de seus sistemas de ampla dominação econômicas. Algumas características no entanto do neoliberalismo[ii] conhecida por elaborar um forte predomínio do mercado, a privatização, o corte dos gastos públicos, a política repressiva, dentre outras são reflexos e fenômenos conseqüentes da definição moderna dos países não desenvolvidos.
2. No segundo ponto consideramos uma reestruturação de nossas relações de consumo rendidas ao contexto de mudanças nas relações internacionais, chamadas de globalização, mundialização, neoimperialismo, nas quais os países centrais tem como objetivo aumentar a transferência de lucro dos países pobres para os ricos. Sendo os Estados Unidos o principal arquiteto e beneficiado deste processo. Sua política ofensiva bem como sua tentativa de implantação da aliança do livre Comercio das Américas (ALCA) e as guerras fazem parte da especificidades do capitalismo norte americano.
Como resultado desta mundialização exarcebada, o Brasil tem apresentado uma intensificação ainda maior nos conflitos sociais ampliando assim novas situações de falta de emprego que geram ações de xenofobia em todo o sistema econômico, devido a competição desleal no mercado de trabalho e o crescimento da pobreza.
Em outros termos, a pontuação do neoliberalismo brasileiro é bastante sofrível, para não dizer medíocre, insuscetível. O neoliberalismo confirma nossa vaga impressão de que há, uma indefinível razão de nossa existência como nação, como bem disse Darcy Ribeiro: somos todos desterrados em nossa própria terra. Sobretudo, no âmbito da práxis devemos frisar que a fundamentos de ligação de nosso passado político, que deveria ser necessariamente, restabelecido diante de um novo diálogo, num consenso, respeitando os grupos e movimentos sociais.
Quero concluir coma citação do Livro; O Brasil Como Problema, de Darcy Ribeiro que diz: Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é,
um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando
milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros.
Atualmente, estamos queimando,
desgastando milhões de mestiços brasileiros,
na produção não do que eles consomem,
mas do que dá lucro às classes empresariais.
O mercado internacional, que nos viabiliza no plano econômico, é a peia que nos ata ao cativeiro e à pobreza. É necessário que seja assim? Por que outros povos que, no passado, foram mais pobres e menos ilustrados, como é o caso dos Estados Unidos, nos passaram à frente? Qual é a causa real de nosso atraso e pobreza? Quem implantou esse sistema perverso e pervertido de gastar gente para produzir lucros e riquezas de uns poucos e pobreza de quase todos?
[i] Max Weber nasceu na cidade de Erfurt, na Turíngia, a 21 de abril de 1864. A Turíngia está hoje sumida no anonimito da República Democrática Alemã, o Estado comunista da Alemanha Oriental. Mas, em 1864, fazia parte dos domínios prussianos, dessa potência que foi a perplexidade e a obsessão de toda a vida de Weber.
[ii] Os avanços tecnológicos e os aumentos de produtividade foram inegáveis, mas em termos de crescimento, a resposta tem de ser mais matizada. Devendo ser analisado o crescimento na distribuição de renda e não as políticas paliativas que se adota para se justificar os erro e fissuras de nosso entrave social que em nada corresponde ao que se poderia esperar de um “país emergente” como o nosso. O Brasil, que tinha crescido na era militar e mesmo antes dela as taxas anuais que eram notoriamente superiores às do aumento anual da população deixam de ser lembradas. Caberia descontar os vários processos de ajustes conhecidos nos anos 90, resultantes dos programas de estabilização tentados em seu início e em meados da década. Devemos entender que assim como os choques externos são sentido em todo o globo não se pode esquecer que os impactos nunca deixaram de ser extremamente relacionados ao contexto e a sigularidade de quem os sente.
REFERÊNCIAS
FRANCIS, Wheen. O Capial de Marx: Uma biografia – Ed. ZAHAR, 2007
Darcy Ribeiro, O Brasil como Problema, editado em 1995, no Rio de Janeiro.
Revista, Sociologia, editora escala ano I número 1
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