Este trabalho vem aborda uma reflexão sobre o contexto histórico e social das relações que se estabelecem entre o tema ambiental. Objetivando compreensões de fatores responsáveis por significar o surgimento na novas praticas sociais abordaremos no entanto o cenário político, social e econômico de nossa época. No entanto o que se percebe é por demais revelador os formatos e contornos que vão naturalmente conformando as funções e atividades de todo um aparato social. De fato todos nós atuamos e reagimos na integração de novos padrões neste sentido revelamos ou demonstramos as forças sociais que tornam-se responsáveis por gerir posteriormente novos meios de sobrevivência. Por fim, abordar uma reflexão a respeito do início de um novo tempo é também abordar atividades de produção deste tempo.
Ao frisarmos as situações históricas de nossa época chegamos nas implicações decorrentes do exercício que deveria garantir a nossa existência e esbarramos num profundo antagonismo mundial.
1. Neste primeiro ponto, que tem como orientação o comparativo entre Brasil e Estados Unidos e a relativização dos bens e recursos naturais, faremos de forma objetiva um breve analise social.
Max Weber[i] afirmava que o melhor modo de definir o tipo de ação dos homens era definir a ação exercida por sua sociedade. Obviamente, os homens não são apenas atores sociais, mas a ação social domina grande parte do que fazemos.
Numa abordagem social e antropocêntrica conduzida por fatores históricos devemos entender que somos sujeitos de nosso tempo. Sendo no entanto em se tratando do Brasil, conduzidos por choques e entrechoque dos países consideravelmente desenvolvidos, que empoem algumas características de seus sistemas de ampla dominação econômicas. Algumas características no entanto do neoliberalismo[ii] conhecida por elaborar um forte predomínio do mercado, a privatização, o corte dos gastos públicos, a política repressiva, dentre outras são reflexos e fenômenos conseqüentes da definição moderna dos países não desenvolvidos.
2. No segundo ponto consideramos uma reestruturação de nossas relações de consumo rendidas ao contexto de mudanças nas relações internacionais, chamadas de globalização, mundialização, neoimperialismo, nas quais os países centrais tem como objetivo aumentar a transferência de lucro dos países pobres para os ricos. Sendo os Estados Unidos o principal arquiteto e beneficiado deste processo. Sua política ofensiva bem como sua tentativa de implantação da aliança do livre Comercio das Américas (ALCA) e as guerras fazem parte da especificidades do capitalismo norte americano.
Como resultado desta mundialização exarcebada, o Brasil tem apresentado uma intensificação ainda maior nos conflitos sociais ampliando assim novas situações de falta de emprego que geram ações de xenofobia em todo o sistema econômico, devido a competição desleal no mercado de trabalho e o crescimento da pobreza.
Em outros termos, a pontuação do neoliberalismo brasileiro é bastante sofrível, para não dizer medíocre, insuscetível. O neoliberalismo confirma nossa vaga impressão de que há, uma indefinível razão de nossa existência como nação, como bem disse Darcy Ribeiro: somos todos desterrados em nossa própria terra. Sobretudo, no âmbito da práxis devemos frisar que a fundamentos de ligação de nosso passado político, que deveria ser necessariamente, restabelecido diante de um novo diálogo, num consenso, respeitando os grupos e movimentos sociais.
Quero concluir coma citação do Livro; O Brasil Como Problema, de Darcy Ribeiro que diz: Por isso mesmo, o Brasil sempre foi, ainda é,
um moinho de gastar gentes. Construímo-nos queimando
milhões de índios. Depois, queimamos milhões de negros.
Atualmente, estamos queimando,
desgastando milhões de mestiços brasileiros,
na produção não do que eles consomem,
mas do que dá lucro às classes empresariais.
O mercado internacional, que nos viabiliza no plano econômico, é a peia que nos ata ao cativeiro e à pobreza. É necessário que seja assim? Por que outros povos que, no passado, foram mais pobres e menos ilustrados, como é o caso dos Estados Unidos, nos passaram à frente? Qual é a causa real de nosso atraso e pobreza? Quem implantou esse sistema perverso e pervertido de gastar gente para produzir lucros e riquezas de uns poucos e pobreza de quase todos?
[i] Max Weber nasceu na cidade de Erfurt, na Turíngia, a 21 de abril de 1864. A Turíngia está hoje sumida no anonimito da República Democrática Alemã, o Estado comunista da Alemanha Oriental. Mas, em 1864, fazia parte dos domínios prussianos, dessa potência que foi a perplexidade e a obsessão de toda a vida de Weber.
[ii] Os avanços tecnológicos e os aumentos de produtividade foram inegáveis, mas em termos de crescimento, a resposta tem de ser mais matizada. Devendo ser analisado o crescimento na distribuição de renda e não as políticas paliativas que se adota para se justificar os erro e fissuras de nosso entrave social que em nada corresponde ao que se poderia esperar de um “país emergente” como o nosso. O Brasil, que tinha crescido na era militar e mesmo antes dela as taxas anuais que eram notoriamente superiores às do aumento anual da população deixam de ser lembradas. Caberia descontar os vários processos de ajustes conhecidos nos anos 90, resultantes dos programas de estabilização tentados em seu início e em meados da década. Devemos entender que assim como os choques externos são sentido em todo o globo não se pode esquecer que os impactos nunca deixaram de ser extremamente relacionados ao contexto e a sigularidade de quem os sente.
REFERÊNCIAS
FRANCIS, Wheen. O Capial de Marx: Uma biografia – Ed. ZAHAR, 2007
Darcy Ribeiro, O Brasil como Problema, editado em 1995, no Rio de Janeiro.
Revista, Sociologia, editora escala ano I número 1